Há sempre a laranjeira no
quintal.
Ali a verde salsa. Além a
hortelã.
Ao fundo o limoeiro. Do
caleiro
o marulhar da água. Sobre a
casa
a sonolência. O gato a
ronronar.
Abra-se a janela para me
maravilhar.
Ainda sou pequeno. Estou
ainda a acumular
tardes como essa, liquidas e
verdes.
Passem muitos anos para aqui
as inventar.
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