Pensava que os livros não têm peso. Quero dizer,
flutuam no entendimento.
Na memória. Ou melhor: equilibram-se porque não
são gente.
Não têm noites, não têm insónias. Não têm sono lá
dentro.
Pensava que os livros são menos complexos do que
nós. Mesmo quando
não temos linha, quando não temos palavra. Mesmo
quando
não conseguimos respirar. Quando pensei nisso,
tive uma vaga noção de título.
E um hálito branco a querer ser página.
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