II
Pelo fim da noite sonhei contigo
como se ainda pudesses escrever poemas.
Contaste-me um pequeno segredo que tinha
ficado por dizer, e eu chorei
com os meus braços agigantados na ausência
enrolados em ti, como algas do fundo do mar,
como que a puxarem-te para as profundezas
dos meus abismos.
E tu sorrias e falavas baixinho,
como quem acalma uma criança a quem aconteceu
um sonho mau.
III
Pelo fim da noite sonhei contigo
como se ainda pudesses escrever poemas.
Ainda não acordei.
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