Esta é a primeira canção do seu primeiro disco "Portugal
Angola - Chants de Lutte" de 1964 e reeditada no LP "Meu País"
de 1970. O poema é do seu grande amigo e poeta de Cabo Verde, Daniel Filipe.
Meu
país, meu país do céu límpido calmo
De
campos cultivados, de praias e montanhas.
Ouço a tua voz triste oh, meu país sem culpa
Ouço-a nos dias mornos, no amanhecer cinzento.
E é para ti meu canto, a minha esperança.
Meu país onde a traição domina e o medo assoma nas encruzilhadas
Meu país de prisões e covardias e de ladrões de estradas.
Meu país de operários, cavadores, marinheiros
Meu país de mãos grossas, plebeu, sensual, resistente.
É para ti meu canto, a minha esperança.
Para ti meu país, levanto a minha voz sobre o silêncio
Desta noite de angústias e de medos.
Nada pode calar o nosso riso aberto.
Ouço a tua voz triste oh, meu país sem culpa
Ouço-a nos dias mornos, no amanhecer cinzento.
E é para ti meu canto, a minha esperança.
Meu país onde a traição domina e o medo assoma nas encruzilhadas
Meu país de prisões e covardias e de ladrões de estradas.
Meu país de operários, cavadores, marinheiros
Meu país de mãos grossas, plebeu, sensual, resistente.
É para ti meu canto, a minha esperança.
Para ti meu país, levanto a minha voz sobre o silêncio
Desta noite de angústias e de medos.
Nada pode calar o nosso riso aberto.
Sem comentários:
Enviar um comentário