toco a pedra, a beira do poço
e sou água, memória,
dança antiga das mãos sobre as pedras —
encosto o ouvido ao corpo das árvores
e renovo a certeza de ser o fundo mais fundo da terra,
raiz, seiva e sangue onde o amor acaba
onde o amor começa —
um pé depois do outro
acerto o passo com o ritmo do peito —
colho flores com as minhas mãos de deixá-las
onde estão, a minha maneira de amá-las inteiras.
in, Nenhuma Palavra nos Salva
A verdade pela intimidade da natureza.
in, Nenhuma Palavra nos Salva
A verdade pela intimidade da natureza.
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