Não é
já de Natal esta poesia.
E, se
a teus pés deponho algo que encerra
e não
algo que cria,
é
porque em ti confio: como a terra,
por
sobre ti os anos passarão,
a
mesma serás sempre, e o coração,
como
esse interior da terra nunca visto,
a
primavera eterna de que existo,
o
reflorir de sempre, o dia a dia,
o novo
tempo e os outros que hão-de vir.
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in, Poesia-I
Não é preciso mais nada.
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