
A Tília
Junto à fonte, perto do arco, Encontra-se uma tília. Sonhei, na sua sombra, Um sonho doce. No seu tronco, Escrevi palavras de amor. Alegre ou triste, Sempre fui arrastado até ela. Também hoje lá passei, Durante a noite, E mesmo na escuridão Cerraram-se-me os olhos. Os seus ramos sussurravam, Como se me chamassem: Vem até mim, companheiro. Aqui, encontras o teu sossego. Os ventos sopravam, Gelavam-me o rosto. O meu chapéu voou Mas eu não me voltei. Já estou há algum tempo Longe daquele lugar. E ainda ouço um sussurro: Lá encontrarias o teu sossego. |
Der Lindenbaum
Am Brunnen vor dem Tore Da steht ein Lindenbaum Ich träumt in seinem Schatten So manchen süßen Traum Ich schnitt in seine Rinde So manches liebe Wort Es zog in Freud und Leide Zu ihm mich immer fort. Ich musst auch heute wandern Vorbei in tiefer Nacht Da hab ich noch im Dunkeln Die Augen zugemacht Und seine Zweige rauschten Als riefen sie mir zu Komm her zu mir Geselle Hier find'st du deine Ruh. Die kalten Winde bliesen Mir grad ins Angesicht Der Hut flog mir vom Kopfe Ich wendete mich nicht Nun bin ich manche Stunde Entfernt von jenem Ort Und immer hör ich's rauschen Du fändest Ruhe dort. |
Thommas
Mann, no livro A Montanha Mágica, interpreta este poema como, o apelo da
morte. Mas como poderão árvores tão verdes e tão frondosas fazer tal apelo? Será
o fim, assim, tão suave como as palavras destes versos? Talvez a morte seja
verde.
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