
e só agora penso:
porque
é que nunca olho quando passo defronte de mim
mesmo?
para
não ver quão pouca luz tenho dentro?
ou
o soluço atravessado no rosto velho e furioso.
agora
que o penso e vejo mesmo sem espelho?
─
cem anos ou quinhentos ou mil anos devorados pelo
fundo e amargo espelho velho:
e
penso que só olhar agora ou não olhar é finalmente o mesmo
in, a morte sem mestre
in, a morte sem mestre
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