Amando a agilidade das ervas
outra planta domina o calor
A água
ilumina-se
Eis-nos eternos retratos do espanto
Como finalmente
se dão as mãos à terra?
Este é o silêncio da boca
e como dizê-lo?
a exacta solenidade do seu recorte
Fulgor de quem confunde?
Ardor de quem
espera?
Esta é a consciência dos dias.
in, Eis o Amor __ a Fome e a Morte, Cotovia
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