Na mão dos deuses

.
.
.
.
O fogo celeste - esse fogo que Prometeu, simbolicamente, quis roubar aos deuses - só na mão dos deuses está em segurança. Se o houvessem para si, os homens em breve teriam feito dele o que fizeram a tanta outra dádiva divina - tê-lo-iam, talvez, aproveitado para carburante de automóvel ou combustível de fogareiros de cozinha. É nas mãos dos deuses que ele deve estar, e os poetas que ousam, como Prometeu, subir até eles no seu despeitado desígnio, esses, e só esses, têm o direito de ser considerados grandes poetas.
.
João Gaspar Simões in, Crítica II
.

Sem comentários:

Arquivo do blogue