Edvard Munch e Luís Miguel Nava




Sem outro intuito 
atirávamos pedras à água 
para o silêncio vir à tona.
O mundo, que os sentidos tonificam,
surgia-nos então todo enterrado
na nossa própria carne, envolto
por vezes em ferozes transparências
que as pedras acirravam
sem outro intuito além do de extraírem
às águas o silêncio que as unia.

      A água purifica pela vastidão, pela imersão, intimidade e pelo silêncio. 

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