Sem
outro intuito
atirávamos pedras à água
para o silêncio vir à tona.
atirávamos pedras à água
para o silêncio vir à tona.
O
mundo, que os sentidos tonificam,
surgia-nos
então todo enterrado
na
nossa própria carne, envolto
por
vezes em ferozes transparências
que
as pedras acirravam
sem
outro intuito além do de extraírem
às
águas o silêncio que as unia.
A água purifica pela vastidão, pela imersão, intimidade e pelo silêncio.
A água purifica pela vastidão, pela imersão, intimidade e pelo silêncio.

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